Quinta-feira - Manaus - 17 de outubro de 2019 - 12:17

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Vereadores repercutem publicação do presidente sobre redução de imposto de importação

O anúncio da redução foi feito pelo pelo presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL), na noite de domingo, 16/06, pelas redes sociais.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 17 de junho - 14:26

Parlamentares usaram a tribuna para discutir o tema.

Foto: Reprodução

Sigrid Avelino - Da Redação

A possibilidade de reduzir de 16% para 4% os impostos sobre importação de produtos como computadores, celulares e até jogos eletrônicos gerou repercussão na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O anúncio da redução foi feito pelo pelo presidente da república, Jair Bolsonaro (PSL), na noite de domingo, 16/06, pelas redes sociais.

Nesta segunda-feira, 17/06, o vereador Elias Emanuel (PSDB) usou a tribuna para criticar a medida.  “Eu acredito que a gente tem que buscar uma nova matriz econômica, mas, uma nova matriz econômica não se constrói no estalar de dedos. Aqui a gente vai baixar a alíquota do imposto de importação para entrada de produtos estrangeiros, a gente fecha o mercado local e cria emprego na China e fechar as oportunidades de emprego aqui. Agora me diz uma coisa, quem vai comprar?”, indagou Elias.

O parlamentar também deu exemplos de como os impactos dessa medida podem afetar a economia local. “Semana passada o governo federal falou que vai criar aqui uma Dubai na Amazônia. Pelo amor de Deus, eu me preocupo muito com essa gangorra. Parece que a gente tá andando de montanha russa, tem uma hora que a gente tá em cima daqui a pouco a descida é brusca. Esses ataques a Zona Franca de Manaus tem reflexo direto naqueles que investem aqui e naqueles que tem a pretensão de vir pra cá”, concluiu o vereador.

Já o vereador Chico Preto (PMN) lembrou que a Zona Franca de Manaus em outros governos também foi questionada quanto aos interesses. “A gente precisa descurtinar a Zona Franca para atual equipe econômica e mostrar a importância em todos os aspectos: ambiental, econômico, por que ela substitui importações, do ponto de vista da estratégia nacional. Eu vejo que nenhum governo vai conseguir compreender tudo isso de melhor maneira do que o atual governo, porque a Zona Franca foi implantada no regime militar. Os militares em 1967 já tinham essa compreensão e, hoje, nós temos um governo civil, mas com formação militar, assessorado pelas mais preparadas cabeças das forças armadas brasileira”, apontou Chico. 

Se a medida for adotada, o modelo pode gerar mais desemprego na região, afirmou o vereador Sassá da Construção Civil (PT). “Só quem está pagando o preço é a Zona Franca de Manaus”.  E propôs uma comitiva para defender o modelo, em Brasília. “Vamos se juntar aqui a Câmara Municipal de Manaus, com a Assembleia, deputados federais, senadores pra ir até Brasília fazer pressão lá com o Ministro, com o governo”, concluiu Sassá.