Sábado - Manaus - 6 de junho de 2020 - 05:42

ESPORTES

Técnicos pedem paciência e defendem uso do árbitro de vídeo

 Apesar da consideração, técnicos cobram mais agilidade em decisões do VAR

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 15 de abril

Teve polêmica na primeira final do Paulistão

Foto: Divulgação

Os técnicos Cuca, do São Paulo e Fábio Carille, do Corinthians alinharam um discurso em defesa da utilização do árbitro de vídeo, o VAR, após o empate sem gols na primeira partida da final do Campeonato Paulista neste domingo, no Morumbi.

Para os dois treinadores, a implementação do VAR está em fase de adaptação no futebol brasileiro e é preciso ter paciência com os árbitros envolvidos. Porém, ambos cobraram mais agilidade na decisão das jogadas quando o recurso for acionado.

Dois lances polêmicos aconteceram na final. Em nenhum deles o árbitro de campo, Luiz Flávio de Oliveira, chegou a ir ao monitor presente na lateral do gramado para checar a informação dos árbitros de vídeo.

No primeiro tempo, o São Paulo pediu pênalti, acusando que a bola bateu no braço esquerdo do volante Ralf, dentro da área. No fim da segunda etapa, foi a vez do Corinthians, que reclamou de um puxão de camisa no zagueiro Henrique dentro da área. Neste lance, o árbitro de vídeo levou cinco minutos para decidir pela não marcação da falta.

"Fui conversar com o quarteto. A gente tem que ter paciência. O VAR veio corrigir injustiças. Eles têm que ser um pouco mais rápidos nisso. Esfria o jogo. Quando é um lance interpretativo, tem que ser chamado e ver, como no lance do Ralf", disse Cuca.

O discurso do treinador corintiano foi semelhante. "A gente tem de levar em conta que é o primeiro ano (do VAR), alguns erros vão acontecer. Não vi (lance do Henrique), do Ralf também, a gente não discutiu sobre isso, mas o Love diz que vai na bola e está impedido. O próprio jogador relatou, está tudo certo. Do Ralf, não sei. Depois vou ver se a bola estava colada no corpo ou não. Mas, pelas palavras dos jogadores, está tudo certo", completou Carille.