Quinta-feira - Manaus - 22 de outubro de 2020 - 10:36

MANAUS-AM

Soldado da Marinha pula de flutuante e some no rio Tarumã, em Manaus

Um amigo dele informou no Boletim de Ocorrência (BO) que pessoas pularam na água para tentar ajudar a vítima, mas ela se negou a receber auxílio

CARLA ALBUQUERQUE

Publicado em 24 de setembro - 10:49

O corpo de Marcílio ainda não foi localizado

Foto: Divulgação

O marinheiro Marcílio César Carvalho, 26, desapareceu, na madrugada desta quinta-feira, 24/9, logo após ter pulado do flutuante Abaré, na Praia Dourada, Tarumã, zona Oeste de Manaus. Um amigo dele informou no Boletim de Ocorrência (BO) que pessoas pularam na água para tentar ajudar a vítima, mas ela se negou a receber auxílio. Representantes do Abaré Sup Food informaram que a vítima chegou a ser barrada de sair do local por falta de pagamento da comanda de consumo. 

O desaparecimento foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP). No documento, o amigo de Marcílio, um homem de 22 anos, informou que estavam no flutuante Abaré Sup Food fechando a conta, quando por volta de 1h10, a vítima se mostrou agitada - no local, segundo a rede social do Abaré, estava sendo realizada um evento com a presença de DJs. 

“Ele estava agitado, falando coisas desconexas e pulou na água e saiu nadando e não quis ajuda. Jogaram boia e pularam na água, mas o mesmo (Marcílio) se recusou a pegar a boia e saiu nadando novamente desaparecendo na água”, trecho do documento.

Em nota, o Abaré Sup Food informou que, por volta das 22h15, Marcílio foi barrado na saída do empreendimento por não ter pago conta do consumo. Logo em seguida, a vítima e os amigos foram ao caixa e pagaram a comanda e seguiram para a área de embarque. 

De acordo com o Abaré, Marcílio chegou a entrar no barco, mas em seguida, pulou na água.

 “Nadou, era um exímio nadador não atendeu os chamados dos outros passageiros e amigos e continuou nas águas. Como não foram atendidas, as pessoas jogaram coletes salva vidas, uma boia circular e posteriormente algumas pessoas se jogaram na água afim de prestar ajuda. O mesmo se recusou, balbuciou algo, parou de nadar e sumiu nas águas do rio. Todos tentaram localizá-lo de imediato sem êxito”, trecho da nota.

Procedimento 

De acordo com o Abaré, após o desaparecimento, os funcionários entraram em contato com órgãos competentes. Segundo ele, o 190, da Polícia Militar (PM) indicou que deveria ser feito uma ocorrência.  Já o 192 disse que o serviço de emergência não prestava socorro/busca a desaparecidos e o 193 afirmou que não faziam buscas noturnas e que deveriam enviar a ocorrência por e-mail. 

Na manhã desta quinta-feira, 24/9, o Corpo de Bombeiros (CB) informou que foram acionados por volta das 8h17, desta quinta-feira para fazer as buscas. O pedido para a realização das buscas foi feito pelos próprios familiares. À Corporação, a família informou que Marcílio desapareceu por volta de 1h10, após ter pulado na água. 

Até o fechamento desta matéria, as buscas continuavam, mas o corpo de Marcílio ainda não havia sido localizado.