Domingo - Manaus - 21 de outubro de 2018 - 17:58

BRASIL

Pesquisa mostra que situação do País piorou para 72% da população; desemprego em alta

Apenas 6% acredita em melhora do Brasil, enquanto Temer é reprovado por 82%, o pior índice da história

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 11 de junho - 07:37

O desemprego também tem crescido, apesar de o governo ter aprovado no ano passado, no Congresso Nacional, uma reforma trabalhista

Foto: Divulgação

Sete em cada 10 brasileiros avaliam que a situação econômica do país se deteriorou nos últimos meses. A matéria publicada nesta segunda-feira, 11/06, mostra que pesquisa do Datafolha concluída na quinta-feira, 7 de junho, aponta que 72% dos entrevistados enxergam uma piora do cenário, contra apenas 6% que apontam melhora.

Os números são bem mais negativos do que os da última pesquisa do instituto, feita na primeira quinzena de abril. Na época, 52% dos entrevistados opinaram ter havido deterioração no ambiente econômico —20 pontos percentuais a menos do que agora.

A expectativa para o futuro também não é boa. Diferentemente de abril, quando os que demonstravam otimismo eram numericamente superiores aos que manifestavam pessimismo, agora os que afirmam que a situação vai piorar nos próximos meses somam 32%, contra 26% dos que acreditam em melhora da economia.

Quando os entrevistadores do Datafolha perguntaram sobre a situação econômica pessoal do brasileiro, as respostas também foram mais negativas em relação ao último levantamento —49% dizem ter passado por retrocesso (esse índice era de 42% há dois meses) contra 10% que declaram avanço.

Assim como a rejeição recorde ao governo de Michel Temer, o mau humor do brasileiro com a economia também é o mais alto na atual gestão. 

Desde maio de 2016 o índice dos que avaliavam que a situação havia piorado estava na casa dos 60%, tendo caído para 52% no início de abril deste ano.

A atual percepção popular encontra eco no panorama traçado por especialistas do mercado financeiro.

O boletim Focus do Banco Central, que compila as previsões de consultorias e instituições financeiras, também mostra o aumento do pessimismo. No início de março, a aposta era a de que o país alcançaria uma taxa de crescimento da economia próxima de 3% até o fim deste ano.

O último boletim, do início deste mês, mostra cenário mais nublado: alta de 2,18% do PIB em 2018.

A tendência é de queda nessa projeção, para um cenário próximo à estagnação. No fim da semana passada, após o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgar que a inflação de maio foi de 0,4%, já havia consultorias e bancos revendo suas projeções para a alta do PIB (Produto Interno Bruto) de 2018 para menos de 2%.

Desemprego

O desemprego também tem crescido, apesar de o governo de Michel Temer ter aprovado no ano passado, no Congresso Nacional, uma reforma trabalhista com o discurso principal de que uma melhora no ambiente de negócios levaria à volta da geração de vagas de trabalho.

A taxa do trimestre fevereiro-março-abril subiu para 12,9%, ante 12,2% do trimestre anterior, atingindo 13,4 milhões de brasileiros, de acordo com o IBGE.

Nas últimas semanas também houve uma brusca desvalorização do real ante o dólar, culminando em uma quinta-feira (7) de pânico no mercado financeiro.

O Banco Central foi obrigado a vir a público anunciar que faria mais intervenções e usaria todas as suas ferramentas para conter a volatilidade, o que resultou em queda da cotação no dia seguinte.

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