Sábado - Manaus - 15 de agosto de 2020 - 13:32

MANAUS-AM

Operação da Polícia Federal em Manaus mira deputado federal Pablo Oliva

Investigação aponta que policial tinha informações privilegiadas e que culminaram na contratação da empresa da própria mãe, em obra de R$ 1,2 milhão

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 15 de mai - 09:01

PF amanheceu com viaturas nas ruas em Manaus e foi à casa de Pablo

Foto: PF

A Polícia Federal (PF) no Amazonas, deflagrou na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Seronato, inaugurando a fase ostensiva de dois Inquéritos Policiais instaurados em janeiro e maio de 2019, respectivamente, para investigar as práticas de crimes como corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos, em Manaus, seis mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Juiz da 2ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas. São investigados o deputado federal Pablo Oliva (PSL), que é delegado da Polícia Federal atualmente licenciado, e dois dos seus familiares, além de dois empresários e da ex-sócia de uma das empresas envolvidas.

As provas da materialidade delitiva e indícios de autoria colhidos ao longo do primeiro Inquérito Policial indicam que Pablo se prevaleceu do cargo ao fazer mau uso das informações obtidas durante a investigação que culminou com a Operação Udyat, deflagrada no ano de 2012, para viabilizar, de forma indevida, o agenciamento da venda de uma empresa pertencente a sua mãe pelo valor de R$500.000,00 (quinhentos mil reais).

Por meio da segunda investigação criminal a Polícia Federal pretende esclarecer sobre as possíveis ocorrências de crimes de falsidade, favorecimento em razão do cargo e lavagem de dinheiro, em relação a fatos que envolvem a subcontratação, realizada por um consórcio de empresas que atuou na construção do Aeroporto Internacional de Manaus/AM, para que a empresa registrada em nome da mãe do policial federal, executasse o paisagismo do aeroporto, pelo valor de R$1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais).

O nome da operação é uma alusão às suspeitas de que um dos investigados teria se prevalecido do cargo policial para cometer fatos que tinha por dever reprimir.