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MPE quer que Raphael Souza seja levado a Júri Popular por homicídio

Atualmente, Raphael Souza cumpre pena pelo crime de tráfico de drogas no regime aberto na Casa do Albergado

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 11 de junho - 07:02

De acordo com os últimos documentos, Raphael está trabalhando em uma empresa de comunicação visual

Foto: Divulgação

O Ministério Público do Amazonas (MPE), mais uma vez, se manifestou a favor de que o presidiário Raphael Wallace Souza seja levado a Júri Popular. Desde 2015, a defesa do filho do falecido deputado Wallace Souza tenta evita que ele seja julgado pela morte de Luiz João Macedo de Souza, o ‘Luiz Pulga’, assassinado em abril de 2008, na zona leste de Manaus. Além dele, outros dois homens são réus neste processo.

Raphael responde ao processo por suspeita de ser o mandante da execução de Luiz Pulga. De acordo com a denúncia apresentada pelo MPE, o homem havia sido procurado pelo filho de Wallace para matar a juíza federal Jaiza Fraxe, em razão de ela ter decretado a prisão do cel. PM Felipe Arce e de outras pessoas na chamada "Operação Centurião". Conforme o processo, as prisões teriam prejudicado os interesses da quadrilha da qual eles fariam parte. Mas, segundo as investigações, Pulga se recusou a fazer o serviço.

Por conta da recusa, consta nas investigações que, pelo fato de ele saber da trama Raphael contratou Givanil Freitas Santos, Jair Martins da Silva e Joarez dos Santos Medeiros, o ‘Beto Cuzudo’. O trio executou Pulga no dia 3 de abril de 2008, após uma emboscada, em um bar no Coroado, na zona Leste.

Um ano e cinco meses depois, Beto Cuzudo também foi assassinado. A defesa de Rapahel Alega que ele não teve nenhum envolvimento na morte, mas depoimentos como o do ex-policial militar Moacir Jorge Pessoa da Costa, o ‘Moa’, indicaram a participação dele na trama. Moa foi assassinado em janeiro de 2017, na chacina do Complexo penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

No último dia 28, no seu manifesto, o procurador do MPE Carlos Antônio Ferreira Coelho, reforçou a necessidade de Raphael seja julgado pelo Tribunal do Júri.

“...bom ressaltar que esta questão (negativa de autoria) poderá ser melhor explorada pela defesa em Plenário e que, neste momento, bastam indícios de autoria e prova da materialidade do crime para autorizar que o feito siga para a próxima fase do procedimento. No caso dos autos, não faltam indícios de autoria em relação ao recorrente. Justa, portanto, a sentença recorrida, cujo acerto há de ser reconhecido em prestígio à instituição do Tribunal Popular e a Soberania dos Veredictos emanados pelo conselho de sentença, a teor do artigo 5.°, XXXVII, da CR”, consta no documento no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

A defesa de Raphael Souza informou que apesar de o MPE ter apresentado parecer favorável ao julgamento popular, vai aguardar a decisão dos desembargadores para poder verificar as providências a serem tomadas. 

Pena

Atualmente, Raphael Souza cumpre pena pelo crime de tráfico de drogas no regime aberto na Casa do Albergado. Ele foi condenado a 11 anos pelo crime em 2009. Ele voltou a ser condenado a 9 anos, em 2012, pelo assassinato do traficante Cleomir Pereira Bernardino, o ‘Caçula’, em 2007, no São Jorge.

Conforme as leis penais, o condenado em regime aberto deverá, fora do estabelecimento e sem vigilância, trabalhar, frequentar curso ou exercer outra atividade autorizada, permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga.

De acordo com os últimos documentos, ele está trabalhando em uma empresa de comunicação visual. De acordo com TJAM, ainda faltam seis anos, seis meses e dois dias para concluir suas penas.