Sábado - Manaus - 20 de outubro de 2018 - 15:53

MANAUS-AM

MP-AM faz inspeção e constata falhas na estrutura do Hospital Regional de Itacoatiara

A inspeção foi para subsidiar o Inquérito Civil instaurado para apurar denúncias sobre falhas na prestação de serviços de saúde

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 9 de agosto - 19:21

A ação também foi acompanhada por representantes do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, além dos Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia e Enfermagem

Foto: Divulgação

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Itacoatiara, realizou nesta quarta-feira, 8/8, inspeção no Hospital Regional José Mendes.

De acordo com o Promotor de Justiça Marcelo Augusto da Silva Almeida, a inspeção foi para subsidiar o Inquérito Civil instaurado para apurar denúncias sobre falhas na prestação de serviços de saúde, como a falta de médicos, equipamentos danificados, falta de medicamentos, condições de higiene, dentre outras.

A equipe do Ministério Público contou com o apoio do NAT (Núcleo de Apoio Técnico) do MP-AM. A médica Cláudia Antony e o engenheiro civil Francisco Celson Sales atuaram pelo Núcleo.

A ação também foi acompanhada por representantes do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, além dos Conselhos Regionais de Medicina, Farmácia e Enfermagem.

 Durante a diligência foi constatada a existência de graves problemas estruturais que vão, desde a falta de extintores de incêndio e certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros, até equipamentos essenciais inoperantes ou funcionando em desacordo com as normas técnicas. Os técnicos verificaram que a centrífuga do laboratório de análises clínicas funciona com seringas plásticas  improvisadas no lugar dos tubos adequados.

Máquinas avariadas também prejudicam a esterilização de materiais, gerando risco de contaminação. “Os órgãos de fiscalização colaboradores agora terão o prazo de 30 dias para apresentação de relatório técnico sobre as irregularidades encontradas em cada área de atuação, ao final do que será possível traçar um perfil completo da situação e buscar saídas junto ao Poder Público. que vão desde o ajustamento de conduta até eventual judicialização das demandas”, explicou o Promotor de Justiça Marcelo Almeida.