Sábado - Manaus - 17 de agosto de 2019 - 11:33

MANAUS-AM

Homem que matou homossexual por dívida de R$600 em programa é preso

Felipe matou a vítima com um golpe de estrangulamento, conhecido como ‘Mata-Leão’

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 31 de janeiro

Ele ficará custodiado no prédio da delegacia especializada

Foto: Divulgação

Felipe Reis de Araújo, 25 anos, conhecido como ‘Doido’, preso no dia 22 de janeiro pelo homicídio do cozinheiro Elias de França Farias, 39 anos, foi apresentado na manhã desta terça-feira, 30/1. O crime aconteceu em novembro de 2017, no bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus.
De acordo com informações do delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Juan Valério, o suspeito foi preso na casa onde morava, localizada na rua Ouro Preto, 3ª etapa do bairro Coroado, zona leste.
“Felipe e a vítima se conheceram em via pública, no bairro Novo Aleixo. O cozinheiro ofereceu R$ 200 ao infrator para manter relações sexuais com ele, segundo ‘Doido’. Ao todo, eles tiveram quatro encontros, em dias distintos, mas somente um dia foi pago. A vítima teria ficado devendo R$ 600 a Felipe. No dia do crime, a vítima chamou Felipe para quitar a dívida e sugeriu que eles mantivessem relações sexuais. Como o pagamento não aconteceu, o infrator ficou bastante irritado”, declarou Valério.

Felipe matou a vítima com um golpe de estrangulamento, conhecido como ‘Mata-Leão’ e amarrou os pés e as mãos do cozinheiro e o enforcou com um fio de ferro de passar roupa.

Para compensar a dívida, Felipe furtou da residência da vítima uma TV, um rádio e uma certa quantia em dinheiro.

Em depoimento, Felipe confessou o crime mas disse que não teria intenção de matar o cozinheiro. Ele ficará custodiado no prédio da especializada.

O delegado disse que irá solicitar junto à Justiça a conversão do mandado de prisão temporária para preventiva, por homicídio qualificado e furto. “Após a conversão ele será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irá permanecer à disposição da Justiça”, concluiu o titular da DEHS.