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MUNDO

Homem mata com faca um pedestre em Paris ao grito de 'Alá é grande'

O ataque ocorreu próximo da Ópera Garnier, uma zona central cheia de bares, restaurantes e teatros.

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 13 de mai - 09:43

Policiais monitoram rua no Centro de Paris.

Foto: AFP

Um homem armado com uma faca matou uma pessoa e feriu outras quatro neste sábado à noite em Paris ao grito de "Allahu Akbar" (Alá é Grande), antes de ser abatido pela polícia, em um ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O ataque ocorreu próximo da Ópera Garnier, uma zona central cheia de bares, restaurantes e teatros, muito movimentada nas noites de sábado. 

Pouco antes das 21h, o homem esfaqueou cinco pessoas, entre elas um pedestre que morreu em consequência de seus ferimentos, indicou o diretor de gabinete da chefia de polícia de Paris, Pierre Gaudin. A polícia interveio imediatamente e matou o agressor.

Duas pessoas ficaram gravemente feridas no ataque e foram levadas a um hospital do oeste de Paris. As outras duas tiveram ferimentos leves.

"Com base em testemunhos segundo os quais o agressor teria gritado 'Allahu Akbar' ao atacar pedestres com uma faca, e no modo de operação, confiamos a investigação à seção antiterrorista da promotoria de Paris", declarou o promotor de Paris, François Molins, ante a imprensa.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque, assegurando que o agressor era "um soldado do Estado Islâmico" e que "a operação foi realizada em resposta aos chamados a tomar como alvo os Estados da coalizão", disse uma "fonte de segurança" à agência de propaganda Amaq, porta-voz do EI.

A França pagou "de novo o preço do sangue", reagiu o presidente francês, Emmanuel Macron, assegurando que o país não cederá "nem um pouco ante os inimigos da liberdade".

As forças policiais estabeleceram um perímetro de segurança em torno ao lugar do ataque, para onde se dirigiram muitos veículos da polícia, de bombeiros e dos serviços de emergência. 

Ameaça

A agressão ocorre em um momento em que a França vive sob ameaça terrorista. O último ataque mortal, em 23 de março em Carcassonne, no sul do país, elevou para 245 o número de vítimas mortais em atentados perpetrados em solo francês desde 2015.

A França participa da coalizão militar internacional que intervém na Síria e Iraque contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI). Em meados de abril, a França, junto com Estados Unidos e Reino Unido, atacou lugares de produção e armazenamento de armas químicas do regime sírio de Bashar al Assad.

Este não é o primeiro ataque com faca na França. Um ataque similar ocorreu em Marselha (sudeste) em outubro de 2017.