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MUNDO

EUA tentam responsabilizar Rússia por caos na Síria

Departamento de Estado está engajado em diferentes esforços diplomáticos para pressionar o governo de Bashar Assad

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 2 de março - 07:53

'Rússia quer manter o controle de parte do território sírio nas mãos de grupos extremistas'

Foto: AFP

Os Estados Unidos estão considerando diferentes opções para responsabilizar a Rússia pelo apoio às atividades do governo sírio na região de Ghouta Oriental, segundo afirmou hoje a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Heather Nauert.

Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, Nauert foi questionada sobre a possibilidade de Washington adotar novas sanções contra Moscou por conta do apoio russo a Damasco. Sem dizer se a adoção de sanções seria uma possibilidade para os EUA, ela declarou que a Casa Branca estaria considerando "um monte de opções" para esse assunto. 

Ainda de acordo com a porta-voz da chancelaria dos EUA, o Departamento de Estado está engajado, neste momento, em diferentes esforços diplomáticos para pressionar o governo de Bashar Assad. 

"Nós estamos engajados em conversas com os russos em Genebra, o Departamento de Estado está. Estamos investigando vários mecanismos que responsabilizariam a Rússia e o regime sírio pelo uso de armas químicas contra sua própria população", disse ela. 

Nesta sexta-feira, a Embaixada da Rússia nos Estados Unidos afirmou que a campanha norte-americana contra Moscou em relação à Síria tem como objetivo manter o controle de parte do território sírio nas mãos de grupos extremistas. 

"Enquanto isso, testemunhamos a administração dos EUA fazendo acusações infundadas em relação à Rússia e ao governo sírio. É apropriado fazer as seguintes perguntas: quais passos reais que nossos colegas americanos tomaram para implementar a resolução 2401 do Conselho de Segurança da ONU? Que pressão eles colocaram sobre a oposição moderada? Eles tentaram convencê-los a cessar fogo e a não aprisionar os civis? Infelizmente, não temos respostas para todas essas questões", escreveu a embaixada em comunicado.