Terça-feira - Manaus - 21 de mai de 2019 - 21:19

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Em Manaus, exposição ​mostra tecnologia para transformação da pele de peixe em couro

A mostra é uma homenagem e também uma demonstração do trabalho realizado pelo pesquisador José Jorge da Silva Rebello (in memorian).

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 20 de abril - 17:35

A abertura será no dia 23 de abril. A exposição segue de 24 a 27 de abril, sempre das 9h às 18h.

Foto: Reprodução

A exposição "Transformação da Pele de Peixe em Couro" será aberta nesta terça-feira, 23/4, às 16h, no espaço Galeria +, localizada na Avenida Djalma Batista, entre o Amazonas Shopping e o Manaus Plaza Shopping. A mostra é uma homenagem e também uma demonstração do trabalho realizado pelo pesquisador José Jorge da Silva Rebello (in memorian).

Com mais de 60 anos de trabalho desenvolvido na indústria coureira, o pesquisador foi um dos pioneiros do Amazonas a desenvolver técnicas para transformar as peles de peixes amazônicos em couro de qualidade. Ele faleceu em 2017, com o desejo de fortalecer esta indústria no Estado, de acordo com a filha de José Jorge, a professora Luiza Rebelo.

"No Amazonas, cerca de 2 milhões de toneladas de pele de peixe por mês são desperdiçadas. É uma alternativa econômica que está aí. Se fala muito sobre saídas para a Zona Franca de Manaus e esta poderia ser uma delas", disse Luiza.

A exposição conta com peças produzidas com o couro de peixe e demostração de etapas do processo de curtimento para as diferentes espécies de peixe da região Amazônica. Artesãos que usam o couro de peixe também estarão vendendo suas peças no local. 

A exposição segue de 24 a 27 de abril, sempre das 9h às 18h.

José Jorge da Silva Rebello 

O pesquisador nasceu em 23 de abril de 1926, em Manaus. Sua trajetória profissional teve início em 1947 no Curtume Canadense, em Manaus, iniciando como auxiliar técnico chegando à gerente. Fez diversos estágios no Brasil e no exterior. 

Em 2008, apresentou, em parceria com o INPA, três pedidos de patente junto ao INPI, voltados à Transformação de Peles de Peixe em Couro e ao Processo Compacto de Pele de Jacaré em Couro. Em 1998, ganhou o 1º lugar no Prêmio FUCAPI/CNPq de Tecnologia com o trabalho “Utilização de pele de peixe de água doce para curtimento”. Em 2005, foi ganhador do prêmio FINEP/MCT de Inovação Tecnológica-Categoria Processo Regional, como pesquisador bolsista do INPA. 

Foi outorgado pelo INPA com a Menção Honrosa Rio Negro, em 2012, que é a maior láurea concedida pela Instituição a um pesquisador. Faleceu em 28 de agosto de 2017.