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BRASIL

Dória, Luciano Huck e até Kajuru já se comportam como candidatos a presidente em 2022

O presidente Jair Bolsonaro, do PSL, costuma sugerir que não pretende disputar a reeleição. Mas, se estiver bem avaliado, certamente será candidato

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 15 de abril - 07:25

João Doria, quando era prefeito de São Paulo, comportava-se como pré-candidato a presidente da República e a governador

Foto: Divulgação

Sim, 2022 está longe — até muito longe. Mas não para políticos, que começam a articular cedo. Tanto que Luciano Huck, objeto de desejo de vários partidos, começa a articular na sociedade, abrindo diálogo com setores organizados. O apresentador da TV Globo está sondando especialistas sobre como se apresentar aos eleitores — dada a desconfiança generalizada — na disputa pela Presidência da República.

João Doria, quando era prefeito de São Paulo, comportava-se como pré-candidato a presidente da República e a governador. Agora, como governador de São Paulo — o “país” mais rico da América do Sul —, comporta-se como pré-candidato a presidente, sugerindo que, em política, só há tarde — nunca cedo.

O presidente Jair Bolsonaro, do PSL, costuma sugerir que não pretende disputar a reeleição. Mas, se estiver bem avaliado, certamente será candidato. Porque, do seu grupo, é o mais popular. Os militares são articulados e têm experiência, mas, como não são populistas, não têm votos. Portanto, precisam de Bolsonaro. Do grupo do presidente, o único de fato popular é o ministro da Justiça, Sergio Moro, visto como incorruptível. Portanto, se não for Bolsonaro, certamente Moro entrará na disputa.

A surpresa pode ser um paulista que adotou Goiás como sua terra. Trata-se do senador e jornalista Jorge Kajuru. Político hábil, sem papas na língua, o líder do PSB chegou ao Senado e, em pouco tempo, conquistou a confiança de vários senadores — inclusive do sisudo Tasso Jereissati (PSDB) — e dialoga com a maioria deles, como Randolfe Rodrigues e José Antônio Reguffe. Onde ele está logo forma-se uma rodinha para ouvi-lo falar sobre vários temas, como política, saúde (articulou do nada um hospital do diabético que funciona em Goiânia e que os senadores querem conhecer) e, até, futebol (ele evita o tema, mas as pessoas perguntam a respeito).

Ao eleger o ministro Gilmar Mendes como sparring preferencial e João Doria como sparring secundário — o senador o denomina de “xumbrega” (quer dizer, “desprezível”) —, Kajuru chamou a atenção do país. Nas redes sociais, é tratado como um príncipe que, em 2022, pode se tornar rei.