Sábado - Manaus - 17 de agosto de 2019 - 17:35

MANAUS-AM

Cheia aumenta riscos de hepatites, infecção cutânea e diarréia

“Enchentes são desafios e é importante que tenhamos planejamento para essas situações”, aponta FVS

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 13 de junho - 07:46

Leptospirose, afogamento, choque elétrico, transtorno psicossocial e comportamental também são citadas por pesquisadores

Foto: Divulgação

O 2º Seminário Estadual de Saúde em Desastres debateu, nesta quarta-feira (12), a importância da gestão de desastres para prevenir e reduzir os riscos de impactos na saúde da população do Amazonas que convive com a realidade de enchentes anuais no Estado. O evento foi realizado no auditório da Fundação, no bairro Colônia Santo Antônio, na zona norte de Manaus.

De acordo com a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, o seminário é, também, uma forma de encontrar “novos caminhos” para gerir a prevenção e redução de desastres no Amazonas, já que a cheia está permeada de questões relacionadas à saúde pública. “Enchentes são desafios e é importante que tenhamos planejamento para essas situações”, afirmou Rosemary.

Na ocasião, Rosemary ressaltou a complexidade do cuidado com a saúde e a necessidade de ações integradas por agentes de saúde pública que trabalham na vigilância, promoção, assistência à saúde de baixa, média e alta complexidade. “Não se diminui o risco sem envolver todos os setores que ultrapassa o setor saúde, como, por exemplo, defesa civil, assistência social, educação e cidadania e justiça, juntos e integrados, visando a prevenção que quando priorizada reduz significativamente os efeitos de ocorrências graves e até amenizá-las”, salientou.

O doutor em Saúde Pública Carlos Machado de Freitas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontou sobre a necessidade de identificar que o impacto dos desastres pode durar meses ou até mesmo anos. “Boa parte do que a gente conhece diz respeito ao risco dos eventos, mas as inundações são responsáveis por muitas doenças, trazem muitos problemas de saúde”, afirmou Carlos, que também é pesquisador do Centro de Estudos e Pesquisa em Emergência e Desastres em Saúde (Cepedes), da Fiocruz.

No caso das cheias, conforme o pesquisador, a população fica suscetível a doenças, como hepatite A, infecções cutâneas, diarreia, doenças transmitidas por vetores, leptospirose, afogamento, choque elétrico, transtorno psicossocial e comportamental.

A programação do seminário incluiu, também, uma mesa-redonda sobre as Práticas e Intervenções no contexto de Desastres Naturais, Operação Cheias no Amazonas, Operação Cheias em Manaus e Gestão para a redução de riscos e desastres.