Quinta-feira - Manaus - 17 de outubro de 2019 - 12:09

MANAUS-AM

Banhistas relatam ataques de piranhas. O Toda Hora explica o que ocasiona o fenômeno

Último ataque aconteceu no final de semana, quando um banhista teve o dedo do pé mordido

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 23 de outubro

Piranha preta e que é uma espécie abundante em rios de água preta

Foto: Divulgação

Ataques de piranhas a banhistas que estavam em flutuantes do Lago do Tarumã, zona Oeste de Manaus, foram relatados nas redes sociais nos últimos dias. Um dos casos aconteceu às margens do flutuantes Abaré Sup and Food no domingo, 22, mas outros  casos também têm sido noticiados ao longo das últimas semanas. O Toda Hora explica, agora, o motivo pelo qual as piranhas têm atacado banhistas.

A vítima do ataque último foi o Jornalista Danilo Alves, 25, que contou que estava nadando com os amigos  em um flutuante no rio Tarumã Açu, quando sentiu que tinha sido mordido no dedão do pé. "Tinha acabado de voltar para a água, por volta de 17h30, estava nadando com meus amigos quando senti uma mordida no pé, quando olhei estava sangrando no dedão. Me assustei com o sangue e imediatamente saí da água e recebi os primeiros atendimentos por parte do estabelecimento", relatou. 

Na época de vazante dos rios, as piranhas costumam se aproximar das margens para reprodução e na hora de procurar alimento acabam encontrando com os banhistas. O nível do Rio Negro começou a aumentar apenas há poucos dias, o que pode ainda estar influenciando na grande quantidade de animais nas margens. Fora isso, há também a questão dos alimentos que são despejados nos rios nestes locais, mais um atrativo para o animal.

Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), órgão que monitora a região, provavelmente, o exemplar de piranha que causou o acidente era de pequeno porte conhecida como ‘piranha preta’ e que é abundante em rios de água preta, com o rio Negro. O biólogo e analista ambiental do Instituto, Marcelo Garcia, explica que a maioria das piranhas não oferece perigo ao homem, pois costumam nadar em cardumes pequenos e normalmente se alimentam de frutos e sementes, provenientes da floresta inundada.

“O Tarumã Açu possui características predominantes de lago, mais do que de rio, o que favorece a ocorrência de peixe dessa espécie na área. Mesmo assim, o caso é considerado atípico”, afirmou à imprensa.

Ainda de acordo com o jornalista que foi atacado no final de semana, não houve relatos de outros banhistas terem sido vítimas no mesmo dia. Um outro caso, no mesmo local, já havia sido relatado nas redes sociais na ultima quinta-feira, quando um banhista postou uma foto contando que teve parte do calcanhar mordido por uma piranha. 

Em nota, o flutuante Abaré SUP and Food informou que em seis anos no local essa é a primeira vez, em seis anos no local, que se tem relatos deste tipo no estabelecimento e que medidas adicionais de seguranças foram tomadas para garantir o lazer dos frequentadores. Acompanhe a nota na íntegra:

 Confira a nota do Abaré Sup an Food

 "...Gente essa história de ataques que estão divulgando é algo natural nos rios da Amazônia. Algumas medidas de segurança adicionais foram tomadas principal não nadar a noite nem com qualquer tipo de ferimento. Ressaltando que não jogamos absolutamente nenhum resíduo nas águas e nossos esgotos são 100% tratados. Não seja tolo em achar que a natureza de alguma forma reage a nossa ocupação . Mas em 6 anos que estamos no mesmo lugar 3 anos como abaré nunca antes havia acontecido! Eu e meus filhos continuaremos a nadar todos os dias na hora que eles chegarem da escola ! Ignorância sim é perigoso! Espero que essa visibilidade ajude a conseguirmos coleta de lixo, iluminação pública, cumprimento da legislação ambiental por todos.....". 

Abaré emitiu nota de esclarecimento sobre o ocorrido

Foto: Divulgação/ Abaré

FONTE: Reportagem: João Pedro Figueiredo