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Saiba quais são e como evitar as consequências da diabetes nos pets

Veterinária da Petz orienta sobre o problema que pode trazer complicações para cães e gatos

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Publicado em 13 de novembro - 11:11

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O diagnóstico do diabetes em cães e gatos tem crescido nos últimos anos. Por isso, o dia mundial da doença, em 14 de novembro, é uma data importante também para alertar sobre os riscos nos bichinhos de estimação. “Caso não seja tratado adequadamente, o problema traz complicações que podem comprometer a vida dos pets”, afirma a Dra. Camila Canno Garcia, veterinária da Petz. 

Ela explica que o diabetes tipo 1 é o mais comum em cães e está associado à destruição ou disfunção das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, hormônio que controla a taxa de glicose no sangue. Já em gatos, é o tipo 2, associado na maioria dos casos à obesidade, sedentarismo e uso de corticoides.

Causas
Os cães de 5 a 15 anos de raças pequenas, como poodle, daschund e yorkshire, têm mais predisposição a desenvolver a doença. Entre as causas estão a propensão genética, obesidade, uso contínuo de algumas medicações à base de corticoide, o hiperadrenocorticismo (doença hormonal), a pancreatite e a doença renal.

Mas a veterinária destaca que o aumento de casos também pode estar associado à dieta e aos hábitos dos tutores, que refletem na vida de seus bichinhos de estimação. As pessoas devem ficar atentas aos sintomas como o aumento da ingestão de água, da frequência urinária, do apetite e a perda de peso. O tratamento é realizado com aplicações diárias de Insulina, dieta adequada, atividades físicas e controle de possíveis complicações.

É preciso estar atento para prevenir doenças dos cães.

Foto: Sebastian Willnow / dpa / AFP

Prevenção 
Os check-ups semestrais são importantes para a prevenção e para o diagnóstico precoce, feito por meio de exames de sangue e urina. “O ideal é manter o peso adequado, a alimentação balanceada, estimular o pet a brincar e a praticar atividades físicas e levá-lo sempre ao veterinário”, orienta a Dra. Camila. Veja a seguir as complicações que podem ocorrer caso a doença não seja tratada adequadamente:

Consequências 
1 – Catarata - 
Alteração muito comum que ocorre devido ao acúmulo de sorbitol (produto decorrente do excesso de glicose) no cristalino, dando um aspecto opaco nos olhos e levando até à cegueira. O tratamento cirúrgico é recomendado nestes casos, e o quanto antes diagnosticada a catarata maior a chance de sucesso. 

2 – Infecções - Causadas por bactérias ou fungos, são muito comuns nos pets diabéticos. Isso porque o alto teor de glicose no sangue favorece o crescimento desses microrganismos. Qualquer infecção detectada deve ser tratada adequadamente com acompanhamento do veterinário, e o não tratamento pode resultar em descontrole da glicemia. 

3 - Cetoacidose diabética - Complicação gravíssima do diabetes que pode levar à morte. Ocorre normalmente nos bichinhos não tratados (os donos ainda não descobriram a doença) ou em pets instáveis (sem controle adequado). Requer internação e tratamento intensivo, e pode levar dias para estabilização do quadro. 

4 – Hipoglicemia - Diminuição da glicemia, podendo levar a alterações de comportamento, andar cambaleante, convulsão e até ao coma. Ocorre normalmente por aplicação errada de insulina ou alimentação em menor quantidade que a recomendada, e pode precisar de acompanhamento do veterinário e até internação em casos mais graves.

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