Terça-feira - Manaus - 12 de dezembro de 2017 - 03:31

MUNDO

Incêndios aumentam na Califórnia e número de mortos chega a 21

Número de pessoas desaparecidas saltou de 200 para 600 nesta quarta, disse Roberto Giordano, xerife do condado de Sonoma, um dos mais atingidos pelo fogo

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 11 de outubro - 23:39

Ao todo, o fogo já atingiu 525 km², uma área maior do que a cidade de Curitiba

Foto: AFP

O clima seco e os ventos de até 80 km/h levaram a um aumento do número de incêndios que atingem a região do vale de Napa, no norte da Califórnia, que já deixaram 21 mortos. O governo estadual disse nesta quarta-feira, 11/10 que os bombeiros combatem no momento 22 focos de incêndio, contra 17 desta terça-feira.

Ao todo, o fogo já atingiu 525 km², uma área maior do que a cidade de Curitiba. O número de pessoas desaparecidas saltou de 200 para 600 nesta quarta, disse Roberto Giordano, xerife do condado de Sonoma, um dos mais atingidos pelo fogo.

Ele afirmou que a maior parte dos desaparecidos deve estar com vida e que o aumento no número está ligado a dificuldade que os moradores estão tendo para se comunicar com os familiares após deixarem suas casas às pressas para escapar do fogo.

Mesmo assim, Giordano disse esperar que o número de mortos suba nos próximos dias. "A devastação é enorme. Nós [os bombeiros] ainda não conseguimos chegar na maioria das áreas", disse ele. A quantidade de casas destruídas pelo incêndio também cresceu nesta quarta, chegando a 3.500 construções -na terça, eram 2.000. Pelo menos 20.000 pessoas estão desalojadas e milhares estão sem energia.

VINHO

Além da mata e das construções, também estão ameaçadas as vinícolas desta região, uma das principais produtoras de vinho dos EUA. São oito os condados mais afetados, incluindo Napa, Sonoma, Yuba e Mendocino. Segundo o Napa Valley Vintners, uma organização comercial local, ainda é cedo para calcular o prejuízo causado pelo fogo.

O jornal "The New York Times" disse que as principais seguradoras americanas estão enviando equipes para a região para ajudar nos processo de recuperação. Os moradores, porém, podem encontrar dificuldades para conseguir ter acesso ao dinheiro do seguro.

De acordo com a reportagem, a maior parte das casas tem um seguro com defasagem média de 20%. Isso significa que uma casa avaliada em R$ 200 mil, o dono receberá apenas R$ 160 mil, o que pode dificultar ainda mais a reconstrução da região. Com informações da Folhapress.