Domingo - Manaus - 22 de abril de 2018 - 00:05

MUNDO

Facebook anuncia nova estratégia para enfrentar 'fake news'

A rede social propõe agora ao usuário que quiser compartilhar um link duvidoso, que leia o que digam os veículos associados que se encarregam do "fact-checking" sobre o conteúdo

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 22 de dezembro

O Facebook é acusado de servir de plataforma para "fake news".

Foto: Loic Venance/ AFP

San Francisco - Depois de ter constatado uma vez mais a complexidade da luta contra as "fake news" (notícias falsas) que pipocam nas redes sociais, o Facebook anunciou uma nova estratégia para denunciá-las que parece ser mais eficaz.

No ano passado, o grupo lançou uma série de medidas destinadas a reduzir a circulação de informações falsas, sobretudo minimizando a difusão de publicações procedentes de fontes duvidosas, desenvolvendo alianças com organizações exteriores que verificam as informações ("fact-checking") e colocando um ícone com formato de triângulo vermelho ("red flag") perto de algumas publicações consideradas "fake news", segundo os critérios do "fact-checking".

No entanto, o Facebook considera que o ícone de advertência não só não é eficaz, como pode produzir o efeito contrário.

Conversando com usuários "percebemos que caçar a desinformação é um desafio", escrevem os responsáveis encarregados deste assunto no Facebook.

A rede social propõe agora ao usuário que quiser compartilhar um link duvidoso, que leia o que digam os veículos associados que se encarregam do "fact-checking" sobre o conteúdo. Segundo o grupo, que começou a implementar essa nova ideia há alguns meses, essa prática limita o número de vezes que se compartilham informações falsas.

Como acontece com Twitter e Google, o Facebook é acusado de servir de plataforma para "fake news", acusações que têm tido um viés bastante político desde a eleição de Donald Trump e as acusações contra a Rússia por parte de Washington de ter tratado de influenciar na campanha eleitoral utilizando, entre outros, as redes sociais.

FONTE: Agence France Presse