Domingo - Manaus - 10 de dezembro de 2017 - 23:30

DIVERSÃO

Escritor questiona Deus no novo livro da série O Código Da Vinci, 'Origem'

"Historicamente, nenhum Deus sobreviveu à ciência, os deuses evoluíram", afirmou Dan Brown, durante apresentação de seu último romance, "Origem", na Feira Internacional do Livro de Frankfurt

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 13 de outubro - 10:36

Dan Brown lançou o seu novo livro na Alemanha. 

Foto: Daniel Roland/ AFP

Frankfurt - "Deus não pode sobreviver à ciência", afirmou nesta quinta-feira o escritor americano Dan Brown, para quem os avanços tecnológicos chegarão a conectar as pessoas de tal maneira que elas não terão mais a necessidade de um Deus.

"Historicamente, nenhum Deus sobreviveu à ciência, os deuses evoluíram", afirmou durante uma apresentação de seu último romance, "Origem", na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, no oeste da Alemanha. 

O quinto voluma da saga popular iniciada com "O Código Da Vinci" conta uma nova aventura do professor de Harvard Robert Langdon, que tenta decifrar os mistérios da origem do mundo, explorando em particular a luta entre ciência e religião. 

"Durante a próxima década, nossa espécie vai se encontrar enormemente conectada (...) e vamos começar a encontrar nossas experiências espirituais através de nossas interconexões", avaliou.

"Nossa necessidade de um Deus exterior, sentado no alto e que nos julga (...) vai diminuir e, no fim das contas, desaparecer".

Brown, cujos romances venderam mais de 200 milhões de exemplares, provocou a ira do Vaticano com a publicação de "O Código Da Vinci", em 2003. 

O autor, de 53 anos, afirma não estar contra a religião, mas diz que só quer "lançar um diálogo".

"Acho que a religião fez muito bem ao mundo. Também acho que o mundo mudou tanto que ela já não é uma necessidade", declarou, elogiando de passagem o papa Francisco por seus esforços para modernizar a Igreja católica. 

"Acho que a Igreja tem que evoluir, ou vai desaparecer", continuou. 

Na nova obra, o autor também aborda problemas atuais, como as "fake news". 

"Hoje, mais do que nunca, devemos nos perguntar por que cremos, no que cremos, examinar nossas fontes de informação e ser muito perspicazes", afirmou.

FONTE: Agence France Presse