Segunda-feira - Manaus - 11 de dezembro de 2017 - 16:11

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Em Manaus, 'Caso Ana' completa um ano e família continua sem respostas

Um ano após a morte da filha, que passou mal dentro de uma boate, mãe espera resultado de exames e inquérito definitivo

REDAÇÃO TODA HORA

Publicado em 5 de dezembro - 16:56

Familiares de Ana Tereza Pereira Lisboa ainda esperam o resultado de exame enviado a São Paulo.

Foto: Reprodução

Manaus - No dia 4 de Dezembro de 2016, a estudante de direito Ana Tereza Pereira Lisboa, 20, faleceu após passar mal dentro de uma boate em Manaus. A família suspeita que Ana ingeriu uma copo de bebida 'batizada' com drogas. Após um ano, a mãe Ana Paula Lisboa, 50, continua buscando respostas para o ocorrido no dia da morte da filha.

De acordo com o advogado dela, Ilson Ruiz, o caso dificilmente será solucionado. Na época, um exame teve que ser enviado para São Paulo por falta de material no Estado. Até hoje, o resultado não foi enviado para a família. Por isso, não está descartada uma ação na Justiça para apurar a responsabilidade civil do Estado em não conduzir corretamente a investigação. 

"O inquérito foi concluído porque quando ela foi atendida no Hospital 28 de Agosto, as informações criminais que os médicos deram é que não houve violência, não tinha sinais de crime, mas estamos aguardando o laudo definitivo, que até agora não saiu", afirmou Ilson.

Entenda o caso
Na madrugada do dia 04 de dezembro de 2016, a estudante de direito Ana Tereza, 20, esteve na casa noturna All Night Pub, localizada na Av. Efigênio Salles, Aleixo, Zona Centro-Sul da capital. Segundo a mãe da vítima, alguma pessoa pode ter colocado algo na bebida dela e, como a família tem histórico cardíaco, a mistura pode ter sido a causa fatal.  

Irmão da vítima, César Pereira relembra que, na noite fatídica, Ana Tereza estava com uma amiga que havia conhecido há pouco tempo na faculdade, identificada como Jéssica.

A mãe Ana Paula ainda conta que tinha uma forte relação de amizade com a filha e que Ana Tereza não tinha nenhuma relação com drogas. "A minha filha não usava drogas. Ela tinha os hábitos de qualquer jovem da idade dela, de sair, se divertir, mas no meio desses jovens de hoje em dia, ela poderia ser considerada "careta". Ela não compactuava com isso, não usava drogas. Eu não tinha tabu com ela, eu conversava sobre tudo com ela", diz.

Familiares e amigos da vítima suspeitaram que teriam colocado drogas na bebida de Ana, o que causou uma overdose na jovem. Na época, o All Night declarou em nota que Ana esteve no local das 1h01 às 5h com um grupo de amigos, e por volta das 4h50, a gerência acionou o bombeiro-plantonista ao perceber que a jovem necessitava de auxílio, e foi prestado imediato atendimento no local.

FONTE: Reportagem: Nickson Maciel